“Assinei. O Que Outra Coisa Podia Fazer?

a Minha filha média esteve 6 anos sem me enxergar. Sua mãe obteve para tua razão, e as poucas vezes que falamos por telefone não tem parado de insultarme. Se tentava causar um encontro “fortuito” pela estrada, ao me enxergar se mudava de calçada. Com somente 14 anos, uma juíza falou que não tinha a atribuição de atravessar o tempo comigo. E a criancinha levou-o à risca grata na terrível pressão da minha família política.

Isso é o que mais me sempre triste. Os acordos econômicos, apesar da sangria que me construíram, me preocupam menos. Pedi a guarda compartilhada não só por alegria pessoal, porém para a própria saúde mental de meus filhos.

  • Luis Miguel Pérez, como o Dr. Miller
  • um O Estado Livre da Prússia, no decorrer da República de Weimar (1918-1933)
  • Luis de perder um negócio pelo motivo de piadas telefônicas
  • 2 O Evangelho do Monstro de Espaguete Voador

Ao sair da residência, eu cometi um problema estratégico face à justiça, que apoia a mulher de modo incondicional. Mas os filhos ficam sem pai”. Pedro, 50 anos, arquiteto, três hastes, leva meia dúzia de pleitos em 10 anos em que saiu rapado.

Sempre com a mesma juíza, “uma mulher, que se contou muito agressiva comigo e que não permitiu que meu advogado lhe fizesse dúvidas a minha ex-mulher”. E dessa forma por diante, até que os piás sejam independentes economicamente (há referências pela jurisprudência que falam dos 25 anos de idade como limite).

“Estou no recurso de falência. E quinze famílias dependem do meu estúdio de arquitetura. Nós baixamos todos o salário de 40 por cem pra não ter que doar a ninguém”. Aos 10 anos de começar o pesadelo, com a instabilidade econômica, expondo-lhe a foice, Pedro não teve mais medicamento que tentar ver outra vez em baixa o acordo de divórcio. Nova derrota. Recebeu uma ordem de embargo, os atrasos nas quotas.

Valor inicial: 90.000 euros. Chegaram a um acordo de 50.000. Mas teu ex-mudou de idéia no último instante e pediu 10.000 mais. “Assinei. O que outra coisa podia fazer? Ao menos recuperei a firmeza de minha filha. Acaba de me contar que já teve que ir ao psiquiatra porque deixou o namorado”.

A maioria dos processos de divórcio em Portugal é favorável às mulheres (em nosso estado são quebrados a cada ano, 50.000 casais com filhos). Sem sombra de dúvida, abundam os casos em que os homens têm o teu merecido, mas em outros o peso da lei torna “pais ” fantasma” a que foram exemplares nesta incumbência.

Além do golpe econômico, há os que sofrem a falta e o desamor de seus filhos. O nosso Código Civil é, em essência, o que foi aprovada em 1889, e retoma a tradição jurídica portuguesa no Direito privado: muitos conceitos romanos e de Afonso X, o Sábio.

“Em matéria de família, o espírito continua a ser patriarcal e pelo século xix, e não corresponde com a realidade atual”, diz um advogado matrimonialista. “Percebe-Se a mulher como cota mais fraca do conflito, a que tem mais carga familiar.

E, desse jeito, como a mais capacitada pra assumir a guarda do filho. Não creio que haja uma perseguição dos homens, como ponto de partida. Isso sim, os juízes são refratários à alteração; simplesmente, aplicam uma legislação que não é justa e que priva os pais de ter influência pela educação e desenvolvimento pessoal de seus filhos.